O servir a Deus e ao próximo, sinal do verdadeiro amor, realizado com muita dedicação e carinho na vida de Edmundo, foi por ele enxertado na Congregação das Irmãs Servas da Imaculada Conceição, como elemento essencial da sua espiritualidade. Já no próprio nome SERVAS, dado a Congregação, indica o espírito de Servir que o Fundador quis gravar em sua obra. Chamando-se Servas, as irmãs devem formar sua própria espiritualidade no servir.

Esse nome – SERVAS - o Fundador defendeu desde o início e não aceitou a proposição de seu Conselheiro o Pe. Brzezynski, o qual desejava que a Congregação se chamasse – Congregação das Irmãzinhas das crianças, pobres e órfãs, sob a solicitude de São Vicente de Paulo (R 40). E assim, surgiu a primeira Congregação religiosa, na Polônia, sob o nome de Servas. A atitude do SERVIR ao próximo é essencial à vocação de Serva. Como IDEAL Edmundo apresenta o Cristo – SERVO e Maria SERVA (Const. Art. 17).

Conforme a idéia do Fundador, o nome da Congregação tem o seu sentido profundo no servir tendo como ideal o servir aos pobres e aos pequeninos a exemplo de Edmundo que, recolhia nas aldeias as crianças das famílias pobres, dando-lhes ajuda material e espiritual. Além disso, recomendava que as irmãs se dedicassem aos doentes e os cuidassem. Este seria o trabalho específico e a vida desta Congregação.

Na Regra de 1867 consta que isto deve ser ajuda e solicitude em todos os sentidos, nas necessidades espirituais e materiais (R.57), dependendo dos momentos, não excluindo os trabalhos simples e humildes. Esse serviço deve ser gratuito, sem interesse, para sustentar os jardins e a si mesmas.

Edmundo deu prioridade à solicitude com as crianças, afirmando que os Jardins de Infância são uma das metas principais de sua missão. Por isso a casa das irmãs era, geralmente, chamada de Jardim de Infância. Aí as irmãs cuidavam das crianças, dando-lhes boa educação em todos os sentidos, preservando-as da desmoralização. A este dever, as irmãs deveriam sair pelos caminhos e aldeias, convidando e trazendo crianças para o Jardim.

Em segundo lugar, o Fundador coloca o Serviço aos doentes e pobres. Apesar deste serviço não ser a principal tarefa das Irmãs Servas, elas devem ser disponíveis e servir com alegria a todos. Edmundo insistia que as irmãs procurassem os doentes e abandonados e lhes dessem ajuda de bom Samaritano (Const. Art. 107).

Edmundo sempre lembrava às Irmãs, que em seus trabalhos, principalmente com os leigos, fossem testemunho de honestidade, doação e simplicidade conscientes de sua missão de edificar os outros pelo bom exemplo e levá-los a Cristo.

Com o coração alegre e satisfeito, pelo zelo e dedicação das irmãs, repetia: “se assim, vós todas trabalhardes, veremos bons frutos em cada vila e em cada aldeia onde vai existir um Jardim das Servas.”

No contato e influência que as irmãs tinham com o povo, Edmundo insistia e recomendava sempre o Espírito de Simplicidade. Escreve ele: “SIMPLICADE significa tudo que é espontâneo, sincero, exato. É uma revelação da bondade que existe na pessoa, é nobre, é santo, é divino”.

A simplicidade é entendida como verdade, realidade e se revela de modo especial na inocência de uma criança. As crianças em geral são inocentes, por isso, sinceras, abertas, e nesta simplicidade, revela o seu interior. Edmundo dizia que a simplicidade é a beleza sem palavras.

A SIMPLICIDADE e HUMILDADE são como um terreno propício e fértil onde o Espírito Santo sente delícias em estar, e é com os simples e humildes que Ele melhor se relaciona.

A SIMPLICIDADE é uma pérola cristalina e a beleza dela está na perfeita harmonia e sintonia em revelar seu interior. A SIMPLICIDADE é uma característica típica das Servas de Maria e o Fundador incansavelmente orientava e ajudava as irmãs a se exercitarem nesta linda virtude. A Simplicidade era tão querida e praticada por ele, que no leito de morte, disse às Irmãs: “Lembrai-vos que da prática desta linda virtude é que depende o desenvolvimento da Congregação, pois ela atrairá as bênçãos de Deus sobre vós. O que sempre recomendei repito hoje: Irmãs, amai-vos e permanecei na simplicidade, quanto mais esta virtude permanecer entre vós, tanto mais tereis as bênçãos de Deus”.

O sentido do Servir transmitido à Congregação por Edmundo Bojanowski e assegurado pelas prescrições, sempre foi realizado pelas Servas de Maria e permanece até hoje, apesar de tantas modificações e reformas no modo de servir e ser verdadeiras Servas em relação a Cristo e aos Irmãos.

Tendo considerado todo o desenvolvimento de nossa Congregação, não resta dúvidas, de que o SERVIR é a base e o traço característico de toda comunidade cristã formada segundo os modelos indicados pela Sagrada Escritura e pela  Tradição.

Este estilo específico do SERVIR das Servas de Maria tem, sem dúvida nenhuma, sua fonte no carisma do Fundador, que antes de tudo, o encarnou em si e o fez amadurecer na sua vida particular e depois o assegurou á Congregação.

 

(Texto elaborado por algumas Irmãs)

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