Muitas são as expressões de fé em Maria e muitas são as maneiras de o povo recorrer a Mãe. São muitos os títulos que o povo lhe atribui. Cada titulo está relacionado a um povo, um lugar e uma experiência vivida sob o carinho e intercessão da Mãe.

A devoção a Maria é um traço característico dos católicos. Maria ocupa o lugar único, mais alto depois de Cristo e mais perto de nós (LG 54). Por isso podemos rezar a ela, contar com sua intercessão, pedir sua proteção e auxilio e entregramo-nos nas suas mãos. Maria é o mais límpido riacho dos santos, em cujas águas podemos nos banhar. A graça, comunicada por Maria, não surge dela e ela nada retém para si. Tudo vem de Deus e para Deus retorna. A oração a Maria deve nos colocar em sintonia com Deus Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito.[1]

Quando chamamos Maria de “Nossa Senhora”, fazemos isso com delicadeza e afeto, reconhecimento e gratidão. Mas não podemos colocá-la no mesmo nível de Jesus, pois só ele é o Senhor. “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate por muitos” (Mt 20, 28). Maria aprendeu de Jesus a ser serva, a prestar serviço a toda a humanidade. Só “Jesus é a luz, a luz verdadeira que veio a esse mundo para iluminar a todos (Jo 1, 9). Maria, como um espelho ou um prisma, reflete e transmite a graça de Deus.

“Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua proteção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades. A partir do Concílio do Éfeso o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiravelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Lc 1,48). Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e reta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e glorifique o Filho, por quem tudo existe (cf. Cl 1, 15-16) e no qual «aprouve a Deus que residisse toda a plenitude» (Cl 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos” (LG 66). 

“A verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes” (LG 67).  

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2. Qual a devoção popular de sua preferência?

Oração

Obrigada, Senhor, Deus santo e fonte de toda santidade.

Nós te louvamos, trindade santa: Pai, Filho e Espírito, pois nos ofereces a possibilidade de  participar de tua  vida.

Nós te agradecemos, pois nos dás tantos santos vivos ao nosso lado.

Homens e mulheres de carne e osso, limitados como nós, mas cheios da tua graça, como esponjas encharcadas de água.

Obrigada pelos santos que já estão na tua glória, gozando da tua presença e intercedendo por nós.

E, especialmente, nós te agradecemos por Maria, que está tão perto de ti e tão perto de nós.

Por sua bondade, seu carinho de mãe, seu poder, que vem somente de ti.

Com Maria nós dizemos: “O Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo” (Lc 1, 49). Amém.

 

 

BIBLIOGRAFIA

BACCARANI, Alfonso M. Maria caminha  conosco. São Paulo: Paulinas, 1994.

BIBLIA DE JESUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2002.

BIGOTTO, Giovanni. Esplendor da Mãe: Maria de Nazaré no coração da Igreja e na vida do povo. São Paulo: Paulinas, 2011.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Vozes, 1993.

COMPÊNDIO DO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium. Petrópolis: Vozes.1968.

CONSTITUIÇÕES- Congregação das Irmãs Servas da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

DELCOS, Antonio O. Olhar para Maria. São Paulo: Quadrante,1992.

DICONÁRIO DE MARIOLOGIA. São Paulo: Paulus, 1995.

LAFRANCE, Jean.Com Maria em oração. Portugal: Editorial A. O. Braga, 1988.

MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana. São Paulo: Paulinas, 2004.

 



[1] MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e  tão humana. São Paulo: Paulinas, 2004. p. 141

[2] MURAD. P. 142

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