Texto bíblico: 1Jo 1, 1-7.

 

Reflexão:

“Maria surgiu no horizonte da história como aurora radiante que anuncia o Sol da justiça: CRISTO. Os raios do Verbo criador e futuro redentor penetram nas fibras mais profundas dessa minúscula criatura, e não permitiram que sombra alguma aí se aninhasse. A imaculada é toda de Deus.”[1] Nela Deus aponta esperança. Maria é aquela que, desde a sua Imaculada Conceição, reflete mais perfeitamente a beleza divina (VC 28).

“A Imaculada Conceição manifesta a absoluta iniciativa do Pai e significa que desde o inicio da sua existência Maria foi envolvida pelo amor redentor e santificante de Deus.”[2]

Maria é toda santa e toda de Deus. Uma pessoa completamente iluminada por Deus, templo humano onde o pecado não entra e habita a graça. Tal santidade é obra do Espírito Santo que plasma Maria como nova criatura.

“Deus adornou-a com dons dignos de uma tão grande missão; e, por isso, não é de admirar que os santos Padres chamem com freqüência à Mãe de Deus «toda santa» e «imune de toda a mancha de pecado», visto que o próprio Espírito Santo a modelou e d'Ela fez uma nova criatura. Enriquecida, desde o primeiro instante da sua conceição, com os esplendores duma santidade singular” (LG. 56).

“O Pai das misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinara para mãe, precedesse a encarnação, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida. É o que se verifica de modo sublime na Mãe de Jesus, dando à luz do mundo a própria Vida, que tudo renova. Deus adornou-a com dons dignos de uma tão grande missão... O próprio Espírito Santo a modelou e d'Ela fez uma nova criatura. Enriquecida, desde o primeiro instante da sua conceição, com os esplendores duma santidade singular, a Virgem de Nazaré é saudada pelo Anjo, da parte de Deus, como «cheia de graça» (cf. Lc 1,28); e responde ao mensageiro celeste: «eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). Deste modo, Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus onipotente o mistério da Redenção. Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas cooperou livremente, pela sua fé e obediência, na salvação dos homens” (LG 56).

A Imaculada Conceição não deve ser vista inicialmente como ausência de algo negativo (pecado), mas a presença ímpar e intensa da redenção de Cristo em Maria.

O núcleo da afirmação dogmática sobre a Assunção de Maria diz: “Definimos ser dogma divinamente revelado: que a Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.[3]

A assunção não é nada mais do que o prolongamento da convicção de fé na total santidade de Maria. Ela vive antecipadamente o que é destinado para todos nós: a comunhão plena com a trindade e o povo de Deus ressuscitado.

 

Partilha:

1. Partilhar as idéias sobre a vida eterna e verificar se, em algum aspecto, estamos vivendo, aqui neste mundo, as realidades eternas.

 

Oração

“Obrigada, Senhor, por nos teres dado Maria Imaculada. Olhando para ela, sentimos a alegria de ver uma da nossa raça, humana e limitada como nós, mas transbordante de graça. Olha, Senhor, pela humanidade manchada pela violência, pelo consumismo, pela pobreza, pela falta de sentido para viver. Dá-nos a graça de integrar os nossos desejos, pulsões, tendências e afetos. Liberta nossa liberdade. Acolhe cada uma  de nós, santas e pecadoras, e faze-nos  humildes servidoras  da Boa-Nova, como Maria. Amém.[4]

 

BIBLIOGRAFIA:

[1] SERRA, S. Imaculada. In: Dicionário de Mariologia. São Paulo: Paulus, 1995. p.608.

[2] Idem, p. 611.

[3] MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana. São Paulo: Paulinas, 2004. p.129

[4] MURAD,Afonso. Maria, toda de Deus e  tão humana. São Paulo: Paulinas, 2004. p.127.

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